5 September 2018

ter um blog ou não :: to have a blog or not

window beira baixa

Nas últimas semanas tenho-me questionado se faz sentido ter um blog, nos dias que correm. Eu, que desde que descobri este mundo, fiquei viciada em blogs… Eu que, ironicamente, estou a renovar este blog (está quase, quase).

Muitos dos blogs que sigo estão parados (e não é “aquela coisa do verão”…). Outros estão cheios de posts patrocinados, de forma mais ou menos velada. Uns quantos (principalmente americanos, é verdade) estão inundados de publicidade (de tal forma que nem encontramos os posts, no meio de tantas janelinhas a piscar).

Não tenho nada contra quem ganha a vida através dos blogs, a sério que não! Mas tenho saudades de tempos mais inocentes, em que os blogs eram simplesmente janelas para outras pessoas, outros mundos. Em que não importava o “crescimento” do blog.  Escrevíamos porque sim, para nós, e para quem mais aparecesse. Tempos em que “conversávamos” nos comentários dos posts...

Agora vemos os posts através do Instagram - que passou a ser a nossa janela - e se queremos dizer alguma coisa, é lá que escrevemos. Aliás, há quem faça da sua conta do Instagram uma espécie de blog.

Continua a fazer sentido ter um blog? Estão os blogs a morrer?

Parece que não. A mudar, a evoluir, sim, estão, acompanhando - claro - os tempos. Estes tempos em que se fala muito em abrandar, mas em que (quase) tudo muda rápido. Em que um post é algo estático, muitas vezes extenso, e há um mundo de imagens e vídeos a fervilhar pelas redes sociais: a cada minuto, a cada segundo.

Será que, por estes dias, ter um blog é ser contracorrente? Ou apenas um modo de estar no mundo virtual que ainda se vai manter durante uns tempos, qual avó activa e “boa onda”, rodeada de netos efervescentes?

Eu defendo a segunda hipótese. Para mim, um blog continua a fazer sentido. Eu gosto de escrever: sem restrição de caracteres, com as duas mãos sobre o teclado do computador; gosto de partilhar: o que vou aprendendo, o que penso que poderá ser útil para mais alguém.

Por isso, sim, vou continuar por aqui. Principalmente agora, que encontrei um  novo objectivo para este blog (já disse que está quase, quase?...). Vou alterar a minha forma de “estar num blog”? Não sei, talvez: ando a aprender coisas novas, porque - lá está - a inocência já se foi, e eu sei que há mais num blog do que o que parece à primeira vista. Mas quero (vou!) continuar a ser transparente, directa e… eu mesma.

Ah! E vou ser mais activa nas minhas visitas aos blogs de que gosto, vou deixar de ser preguiçosa na hora de deixar um comentário... Prometo!

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In the last weeks I’ve been questioning myself if it makes sense to have a blog in nowadays. Me, the one who became addicted to blogs from the moment I discovered this world… Ironically, the one renewing this blog (it’s almost, almost).

Several blogs I follow are stuck (and it’s not a ‘summer thing’…). Others are full of sponsored posts, even if in a veiled way. Others (mainly Americans, it’s true) are flooded by publicity (in such a way, that we hardly find the posts in the middle of so many flashing little windows). 

Nothing against those who make a living through blogs; seriously! But I do miss those more innocent times, when blogs were like a window to other people, to other worlds. When the blog’s growth did not matter. We wrote just because; for ourselves, and for whoever showed up. Times in which we’d ‘talk’ in the posts’ comments…

Now we see the posts through Instagram – which became our window. Where we write, if we want to say something. Indeed, there are people who make a kind of blog from their Instagram account.

Does it still make sense to have a blog? Are blogs dying?

I don’t think so. Changing, evolving, yes, they are. Keeping in step with the times – of course. These times with so much talk about slowing down; but at the same time (almost) everything changes so fast. Wherein a post is something static, often extensive, and there is a world of images and videos boiling over the social networks: each minute, each second…

I wonder if having a blog is an upstream thing? Or just a way of being in the virtual world, which will still remain for a while; an active and ‘good wave’ granny, surrounded by effervescent grandchildren speaking…

I defend the latter. For me, a blog still makes sense. I like to write: without characters restrictions, with both hands over the keyboard; I really enjoy to share: what I’m learning, the things I believe that might be useful to someone else.

Thus, yes. I’ll carry on around the block. Specially now, that I found a new goal for this blog (did I already said that it’s almost, almost?). Will I change my ‘way of being in a blog’? I don’t know. Maybe. I’ve been learning new things… somehow the innocence is lost, and now I know that there is so much more in a blog that what we see in a first glance. But I want (and I will!) to remain transparent, straightforward and… be myself.  

Ah! And I’ll be more active on my visits to the blogs that I like. I won’t be lazy when leaving a comment… I promise!

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